H/ HOW TO
Razões da escolha
Como estudante de design, acho muito interessantes os métodos visuais de síntese e explicação do mundo através da imagem. Assim, as infografias, desde esquemas mais comuns como instrucções de montagem de um brinquedo até a um desenho em perspectiva de explosão dos componentes de um avião constituem para mim objectos de interesse, pela sua tentativa de informar e clariicar o mais possível universalmente. No fundo, é uma tentativa de reunir todas as línguas do mundo numa só, um Esperanto visual.
Fundamentação teórica
A nossa vida está actualmente rodeada de comunicação visual, desde embalagens de iogurte a formulários das Finanças, jornais e sinais de trânsito. E é uma teia de comunicação complexa. Não se trata apenas da aparência das coisas mas do seu significado e lógica internas. Cada elemento forma um significado dentro da linguagem visual.
Numa comunidade global cada vez mais naturalizada com a tecnologia – metros, automóveis, escovas-dos-dentes eléctricas, medicamentos, electrodomésticos, Bimby’s, formulários burocráticos, baterias e pilhas e pilhas recarregáveis, móveis do IKEA – precisamos de alguma ajuda para desembalar, montar, pôr a funcionar e programar muitos dos objectos que nos parecem essenciais para a vida actual. E aí entram as instrucções. E porque não escritas? No mundo globalizado os produtos são enviados para vários pontos do globo e espera-se que visualmente sejam mais facilmente compreendidas por todos.
Alguns objectos tentam que a sua forma indique mais facilmente o modo de usar, mas muitas vezes isso não é suficiente. No caso dos sinais de trânsito, é mesmo necessário que a linguagem visual esteja presente e seja a mesma para todos, por muito complexa que possa ser.
Mas estas imagens ultrapassam o carácter meramente utilitário. Podemos colocá-las ao lado da banda-desenhada ou das imagens de ilustração científica, como exemplos de “low art”.
Ainda que achemos a nossa vida como extremamente complexa devido à introdução das enormes quantidades de tecnologia, podemos encontrar a intenção de imagens com instrucções em sociedades tão antigas e aparentemente “simples” como a que deixou as pinturas rupestres de Altamira há cerca de 20.000 anos.
Na Turquia encontra-se uma das indicações mais antigas e inequívocas já encontradas: no pavimento está desenhado o pé que aponta para a cara de uma mulher; indica claramente a direcção para um bordel.
Com o Renascimento as técnicas de representação (perspectiva) e a imprensa tornaram as representações diagramáticas e instrutivas ainda mais ricas, mostrando cortes em habitações que deixavam ver o seu recheio e vistas de explosão/desenho expandido da composição de objectos.
Mas foi só mais tarde, durante a Revolução Industrial, que os primeiros manuais saíram a acompanhar a venda de máquinas, nomeadamente em máquinas de costura e de escrever.
Com a Segunda Guerra Mundial e a necessidade de ensinar a muitos jovens o manejo de máquinas de guerra surgiu o filme de instrucções, desenhos animados. Nos Estados Unidos o grande produtor destes filmes era a companhia de Walt Disney. O design de instrucções retirou muita da sua linguagem dos desenhos animados e das BD.
A vida (pós-)moderna é um contínuo exercício de inteligência e descodificação.

H/ HOW TO

Razões da escolha

Como estudante de design, acho muito interessantes os métodos visuais de síntese e explicação do mundo através da imagem. Assim, as infografias, desde esquemas mais comuns como instrucções de montagem de um brinquedo até a um desenho em perspectiva de explosão dos componentes de um avião constituem para mim objectos de interesse, pela sua tentativa de informar e clariicar o mais possível universalmente. No fundo, é uma tentativa de reunir todas as línguas do mundo numa só, um Esperanto visual.

Fundamentação teórica

A nossa vida está actualmente rodeada de comunicação visual, desde embalagens de iogurte a formulários das Finanças, jornais e sinais de trânsito. E é uma teia de comunicação complexa. Não se trata apenas da aparência das coisas mas do seu significado e lógica internas. Cada elemento forma um significado dentro da linguagem visual.

Numa comunidade global cada vez mais naturalizada com a tecnologia – metros, automóveis, escovas-dos-dentes eléctricas, medicamentos, electrodomésticos, Bimby’s, formulários burocráticos, baterias e pilhas e pilhas recarregáveis, móveis do IKEA – precisamos de alguma ajuda para desembalar, montar, pôr a funcionar e programar muitos dos objectos que nos parecem essenciais para a vida actual. E aí entram as instrucções. E porque não escritas? No mundo globalizado os produtos são enviados para vários pontos do globo e espera-se que visualmente sejam mais facilmente compreendidas por todos.

Alguns objectos tentam que a sua forma indique mais facilmente o modo de usar, mas muitas vezes isso não é suficiente. No caso dos sinais de trânsito, é mesmo necessário que a linguagem visual esteja presente e seja a mesma para todos, por muito complexa que possa ser.

Mas estas imagens ultrapassam o carácter meramente utilitário. Podemos colocá-las ao lado da banda-desenhada ou das imagens de ilustração científica, como exemplos de “low art”.

Ainda que achemos a nossa vida como extremamente complexa devido à introdução das enormes quantidades de tecnologia, podemos encontrar a intenção de imagens com instrucções em sociedades tão antigas e aparentemente “simples” como a que deixou as pinturas rupestres de Altamira há cerca de 20.000 anos.

Na Turquia encontra-se uma das indicações mais antigas e inequívocas já encontradas: no pavimento está desenhado o pé que aponta para a cara de uma mulher; indica claramente a direcção para um bordel.

Com o Renascimento as técnicas de representação (perspectiva) e a imprensa tornaram as representações diagramáticas e instrutivas ainda mais ricas, mostrando cortes em habitações que deixavam ver o seu recheio e vistas de explosão/desenho expandido da composição de objectos.

Mas foi só mais tarde, durante a Revolução Industrial, que os primeiros manuais saíram a acompanhar a venda de máquinas, nomeadamente em máquinas de costura e de escrever.

Com a Segunda Guerra Mundial e a necessidade de ensinar a muitos jovens o manejo de máquinas de guerra surgiu o filme de instrucções, desenhos animados. Nos Estados Unidos o grande produtor destes filmes era a companhia de Walt Disney. O design de instrucções retirou muita da sua linguagem dos desenhos animados e das BD.

A vida (pós-)moderna é um contínuo exercício de inteligência e descodificação.

H/ HOW TO
Razões da escolha
Como estudante de design, acho muito interessantes os métodos visuais de síntese e explicação do mundo através da imagem. Assim, as infografias, desde esquemas mais comuns como instrucções de montagem de um brinquedo até a um desenho em perspectiva de explosão dos componentes de um avião constituem para mim objectos de interesse, pela sua tentativa de informar e clariicar o mais possível universalmente. No fundo, é uma tentativa de reunir todas as línguas do mundo numa só, um Esperanto visual.
Fundamentação teórica
A nossa vida está actualmente rodeada de comunicação visual, desde embalagens de iogurte a formulários das Finanças, jornais e sinais de trânsito. E é uma teia de comunicação complexa. Não se trata apenas da aparência das coisas mas do seu significado e lógica internas. Cada elemento forma um significado dentro da linguagem visual.
Numa comunidade global cada vez mais naturalizada com a tecnologia – metros, automóveis, escovas-dos-dentes eléctricas, medicamentos, electrodomésticos, Bimby’s, formulários burocráticos, baterias e pilhas e pilhas recarregáveis, móveis do IKEA – precisamos de alguma ajuda para desembalar, montar, pôr a funcionar e programar muitos dos objectos que nos parecem essenciais para a vida actual. E aí entram as instrucções. E porque não escritas? No mundo globalizado os produtos são enviados para vários pontos do globo e espera-se que visualmente sejam mais facilmente compreendidas por todos.
Alguns objectos tentam que a sua forma indique mais facilmente o modo de usar, mas muitas vezes isso não é suficiente. No caso dos sinais de trânsito, é mesmo necessário que a linguagem visual esteja presente e seja a mesma para todos, por muito complexa que possa ser.
Mas estas imagens ultrapassam o carácter meramente utilitário. Podemos colocá-las ao lado da banda-desenhada ou das imagens de ilustração científica, como exemplos de “low art”.
Ainda que achemos a nossa vida como extremamente complexa devido à introdução das enormes quantidades de tecnologia, podemos encontrar a intenção de imagens com instrucções em sociedades tão antigas e aparentemente “simples” como a que deixou as pinturas rupestres de Altamira há cerca de 20.000 anos.
Na Turquia encontra-se uma das indicações mais antigas e inequívocas já encontradas: no pavimento está desenhado o pé que aponta para a cara de uma mulher; indica claramente a direcção para um bordel.
Com o Renascimento as técnicas de representação (perspectiva) e a imprensa tornaram as representações diagramáticas e instrutivas ainda mais ricas, mostrando cortes em habitações que deixavam ver o seu recheio e vistas de explosão/desenho expandido da composição de objectos.
Mas foi só mais tarde, durante a Revolução Industrial, que os primeiros manuais saíram a acompanhar a venda de máquinas, nomeadamente em máquinas de costura e de escrever.
Com a Segunda Guerra Mundial e a necessidade de ensinar a muitos jovens o manejo de máquinas de guerra surgiu o filme de instrucções, desenhos animados. Nos Estados Unidos o grande produtor destes filmes era a companhia de Walt Disney. O design de instrucções retirou muita da sua linguagem dos desenhos animados e das BD.
A vida (pós-)moderna é um contínuo exercício de inteligência e descodificação.

H/ HOW TO

Razões da escolha

Como estudante de design, acho muito interessantes os métodos visuais de síntese e explicação do mundo através da imagem. Assim, as infografias, desde esquemas mais comuns como instrucções de montagem de um brinquedo até a um desenho em perspectiva de explosão dos componentes de um avião constituem para mim objectos de interesse, pela sua tentativa de informar e clariicar o mais possível universalmente. No fundo, é uma tentativa de reunir todas as línguas do mundo numa só, um Esperanto visual.

Fundamentação teórica

A nossa vida está actualmente rodeada de comunicação visual, desde embalagens de iogurte a formulários das Finanças, jornais e sinais de trânsito. E é uma teia de comunicação complexa. Não se trata apenas da aparência das coisas mas do seu significado e lógica internas. Cada elemento forma um significado dentro da linguagem visual.

Numa comunidade global cada vez mais naturalizada com a tecnologia – metros, automóveis, escovas-dos-dentes eléctricas, medicamentos, electrodomésticos, Bimby’s, formulários burocráticos, baterias e pilhas e pilhas recarregáveis, móveis do IKEA – precisamos de alguma ajuda para desembalar, montar, pôr a funcionar e programar muitos dos objectos que nos parecem essenciais para a vida actual. E aí entram as instrucções. E porque não escritas? No mundo globalizado os produtos são enviados para vários pontos do globo e espera-se que visualmente sejam mais facilmente compreendidas por todos.

Alguns objectos tentam que a sua forma indique mais facilmente o modo de usar, mas muitas vezes isso não é suficiente. No caso dos sinais de trânsito, é mesmo necessário que a linguagem visual esteja presente e seja a mesma para todos, por muito complexa que possa ser.

Mas estas imagens ultrapassam o carácter meramente utilitário. Podemos colocá-las ao lado da banda-desenhada ou das imagens de ilustração científica, como exemplos de “low art”.

Ainda que achemos a nossa vida como extremamente complexa devido à introdução das enormes quantidades de tecnologia, podemos encontrar a intenção de imagens com instrucções em sociedades tão antigas e aparentemente “simples” como a que deixou as pinturas rupestres de Altamira há cerca de 20.000 anos.

Na Turquia encontra-se uma das indicações mais antigas e inequívocas já encontradas: no pavimento está desenhado o pé que aponta para a cara de uma mulher; indica claramente a direcção para um bordel.

Com o Renascimento as técnicas de representação (perspectiva) e a imprensa tornaram as representações diagramáticas e instrutivas ainda mais ricas, mostrando cortes em habitações que deixavam ver o seu recheio e vistas de explosão/desenho expandido da composição de objectos.

Mas foi só mais tarde, durante a Revolução Industrial, que os primeiros manuais saíram a acompanhar a venda de máquinas, nomeadamente em máquinas de costura e de escrever.

Com a Segunda Guerra Mundial e a necessidade de ensinar a muitos jovens o manejo de máquinas de guerra surgiu o filme de instrucções, desenhos animados. Nos Estados Unidos o grande produtor destes filmes era a companhia de Walt Disney. O design de instrucções retirou muita da sua linguagem dos desenhos animados e das BD.

A vida (pós-)moderna é um contínuo exercício de inteligência e descodificação.

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26 escolhas e o seu respectivo suporte teórico.
2011